Cuiabá perde na estreia, e Eduardo Barros pede paciência em meio à reconstrução

O Campeonato Mato-Grossense de 2026 começou com frustração para o Cuiabá. Na noite deste sábado (11), jogando no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, o Dourado foi derrotado pelo Luverdense por 1 a 0, em duelo válido pela primeira rodada da competição.

Apesar do resultado negativo, o jogo foi equilibrado em vários momentos. Ainda assim, a equipe auriverde pecou nos detalhes e acabou castigada em uma jogada de bola parada, cenário que já preocupa o torcedor logo no início da temporada. Por isso, a estreia já deixa lições importantes e aumenta a pressão para o próximo compromisso.

Fotografia de Eduardo Barros, integrante da comissão técnica do Cuiabá Esporte Clube, durante uma entrevista. Ele veste uma camisa polo preta do time e está à frente de um painel com logotipos de patrocinadores como Sicredi e Agro Amazônia.

Foto: AssComDourado

Jogo truncado e com “cara de estreia”, avalia treinador

Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Eduardo Barros analisou o confronto e destacou o equilíbrio entre as equipes.

“Foi um jogo equilibrado. Pelo que as duas equipes produziram, o placar talvez mais coerente seria um empate. Teve cara de estreia, jogo truncado, com muita disputa de primeira e segunda bola”, afirmou.

Segundo o treinador, o excesso de faltas e interrupções também contribuiu para o baixo ritmo da partida.

“Foi um jogo muito picotado, com muitas faltas. Isso passa a impressão de um primeiro tempo morno, mas dentro do contexto da estreia e das duas equipes se estudando, foi um primeiro tempo ok.”

Além disso, Eduardo Barros rebateu a ideia de que o Luverdense tenha sido amplamente superior na etapa inicial.

“A primeira grande chance do jogo foi do Cuiabá. O goleiro deles fez talvez a defesa mais difícil da partida com menos de dois minutos.”

Fotografia em plano médio de um jogo de futebol sob iluminação artificial. Um jogador de costas, vestindo camisa branca com detalhes verdes e o número 11, controla a bola com o pé direito. À sua frente, um jogador do Cuiabá, vestido com a camisa amarela "Dourado", mantém uma postura defensiva. O gramado está bem iluminado e, ao fundo, é possível ver parte da arquibancada e painéis publicitários verdes.

Foto: AssComDourado

Escalação do Cuiabá

O Cuiabá entrou em campo com:
João Carlos; Vitor Mendes, Calebe (capitão), David e Eliel; Dudu, Victor Barbara e Nino Paraíba; Marcelo, Gabriel K. e Raylan.
Suplentes: João Pedro, Léo Ataíde, Edson, Yamil Asad, Luiz Felipe, Gabriel Mineiro, Renan, Jadson, Luís Soares e Nathan Cruz.
Técnico: Eduardo Barros.

Reconstrução profunda e elenco jovem: o novo momento do Cuiabá

Um dos pontos centrais da coletiva foi o contexto atual do clube. De acordo com Eduardo Barros, o torcedor precisa compreender que o Cuiabá atravessa um processo claro de reformulação.

“São muitas saídas, uma mudança de perfil. Essa mudança demanda tempo, é uma construção, é um processo. Hoje jogamos com uma equipe que pode ser considerada quase sub-23. Cerca de 75% do elenco é formado por jogadores jovens.”

Ainda assim, o treinador deixou claro que juventude não pode servir como desculpa.

“A gente não pode usar isso como justificativa. Tem que usar como motivo de crescimento. O desafio é ser competitivo e ganhar mesmo com essa base jovem.”

Portanto, o Estadual também passa a ser visto como parte estratégica do desenvolvimento do elenco, oferecendo minutos e experiência para atletas que fazem parte do projeto de longo prazo do clube.

Pressão existe, mas responsabilidade continua

Mesmo pedindo paciência, Eduardo reconheceu o peso da camisa do Dourado.

“A gente entende o tamanho do clube, a responsabilidade que é vestir a camisa do Cuiabá e o que significa ser hoje a única equipe do Estado disputando a Série B.”

Ou seja, o discurso é claro: o momento é de reconstrução, porém a cobrança por resultado permanece, principalmente dentro do futebol mato-grossense.

Próximo jogo na Arena Pantanal já ganha clima decisivo

Sem tempo para lamentar, o Cuiabá volta a campo nesta quarta-feira (14), às 19h30, na Arena Pantanal, contra o Operário-VG. O duelo, além de valer três pontos, representa uma oportunidade de resposta imediata ao torcedor e pode definir o tom da equipe na sequência do campeonato.

Dessa forma, mais do que vencer, o Dourado precisa convencer e mostrar evolução, afinal, a reconstrução segue em curso, mas a camisa continua exigindo postura de protagonista.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima