Cuiabá rebate Marcelo Teixeira e cobra dívida milionária do Santos pela venda de Joaquim
O Cuiabá Esporte Clube reagiu formalmente às declarações do presidente do Santos, Marcelo Teixeira, que criticou o presidente cuiabano, Cristiano Dresch, e questionou a posição do clube mato-grossense no futebol nacional. Em nota oficial, o Dourado optou por não entrar em um embate de ofensas pessoais, mas direcionou o foco para as questões financeiras entre as instituições.
A diretoria do Cuiabá destacou que a cobrança de um crédito reconhecido pelos órgãos competentes, como a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), não representa desrespeito. Pelo contrário, o clube enfatiza que o cumprimento de obrigações financeiras é um pilar fundamental para o respeito institucional entre as entidades.
O clube mato-grossense informou que as declarações ofensivas dirigidas a Cristiano Dresch serão avaliadas por sua equipe jurídica. Conforme as informações divulgadas pelo Cuiabá, o Santos foi condenado pela CNRD a pagar a quantia de R$ 18.616.377,46 ao Dourado, referente à negociação do zagueiro Joaquim.
Dourado quita dívida de R$ 5,5 milhões na FIFA e cobra transparência
Em contrapartida, o Cuiabá fez questão de evidenciar seu compromisso com as responsabilidades financeiras, informando ter quitado integralmente uma condenação de aproximadamente R$ 5,5 milhões à FIFA, referente ao caso Petit. Este pagamento, segundo o clube, foi realizado com recursos próprios e com o empenho de seus acionistas.
A diretoria do Dourado apresentou este desembolso como um exemplo de sua seriedade financeira, contrastando a própria postura com a situação que atribui ao Santos na pendência da dívida por Joaquim. O clube defende que a disputa atual gira em torno do cumprimento de compromissos financeiros assumidos entre as agremiações.
Cuiabá responde a críticas sobre a Série B e destaca crescimento
A menção de Marcelo Teixeira à divisão em que o Cuiabá disputa suas partidas também foi rebatida. O clube afirmou que a divisão de um campeonato não define a honra de seus dirigentes e lembrou que o próprio Santos disputou a Série B em 2024, durante a gestão de Teixeira. O Cuiabá, fundado em 2001, ressaltou sua ascensão à Série A em 2021, a participação em quatro edições consecutivas da elite do futebol brasileiro e o investimento em uma infraestrutura de treinamento moderna.
O clube enfatizou que busca o retorno à elite pelo desempenho em campo, sem abrir mão de seus direitos e obrigações financeiras. A diretoria do Dourado acredita que a história e a seriedade de uma instituição não devem ser medidas unicamente pela sua posição em uma temporada específica.
Cuiabá cita transfer bans e dívidas do Santos como argumento
O comunicado do Cuiabá também trouxe à tona informações sobre a situação financeira do Santos, mencionando que o clube paulista acumulou recentemente sete transfer bans ativos na FIFA. Entre as sanções, destacam-se três relacionadas ao mecanismo de solidariedade e uma dívida com um ex-treinador e sua comissão técnica.
O Dourado utilizou esses fatos para argumentar que a contratação de jogadores e a disputa esportiva não devem ocorrer em detrimento de credores que aguardam o cumprimento de obrigações contratuais. O clube reafirmou que continuará buscando, pelos meios legais, o recebimento dos valores devidos e espera uma resposta objetiva do Santos.
A polêmica evidencia um impasse financeiro significativo entre as duas instituições. O Cuiabá demonstra firmeza em sua posição, buscando defender seus interesses fora de campo, ao mesmo tempo em que se concentra em seu desempenho esportivo para construir seu futuro. A expectativa agora recai sobre a resposta do Santos e os desdobramentos legais da cobrança milionária pela transferência de Joaquim.

